Quando o freela se torna um problema: o que fazer?

Ontem, uma seguidora muito fofa do meu Instagram e leitora do blog veio tirar uma dúvida muito interessante comigo. Ela me perguntou o que eu faço quando aceito um freela e depois, ao colocar a mão na massa, percebo que ele valia mais do que o que foi acertado.

Essa é uma dúvida bem bacana e que eu aprendi a solucionar na prática. Vou dar a vocês o exemplo do que aconteceu comigo.

Um cliente entrou em contato comigo pedindo um conteúdo de TI. Eu nunca tinha trabalhado com esse nicho, então resolvi arriscar. Eu juro que não me recordo muito quanto cobrei, mas se não me engano, foi um texto de 1000 a 1200 palavras e cobrei 120. Se eu soubesse, tinha cobrado mais rs.

O primeiro ponto foi que o briefing não estava tão claro assim, a persona também não e sem essas informações fica bem difícil de trabalhar. Eu preciso saber quem é a persona para usar um tipo de linguagem adequada, precisava também saber no que o produto a ajudaria e traria vantagens.

Além disso, descobri que TI é uma área muito complexa para trabalhar. Você tem que ter conhecimentos um pouco mais além, pois até os conceitos de determinados termos achei complicado.

Assim, juntou a falta de informação por parte do cliente e também a minha dificuldade com a temática. Não deu outra: o texto voltou para ajustes umas duas vezes e ainda assim o cliente final não ficou satisfeito.

No segundo conteúdo eu já tinha percebido que, para mim, não valia a pena o tempo investido. Se eu fosse somar o tempo que coloquei nesse conteúdo, conseguiria ganhar mais fazendo, por exemplo, 2 conteúdos com temas melhores de trabalhar.

Então, para mim, a solução foi simples: dar adeus ao job. Eu simplesmente expliquei ao cliente que a temática era complicada para trabalhar e que a meu ver o cliente ainda não sabia exatamente o que queria do conteúdo. Ele concordou comigo.

E sobre o valor Calila, você cobrou mais caro? Não gente, não cobrei. Ele me pagou pelo conteúdo o valor que tínhamos acertado.

Porém, se eu fosse fazer o restante dos conteúdos, cobraria mais, com certeza. Cerca de 0,15 por palavra para compensar todos esses “poréns” do freela. Eu conversaria com o cliente, exporia os fatos e aí caberia a ele aceitar ou não.

“Ah Calila, mas 0,15 por palavra tá muito caro” poderia dizer o cliente. O que eu faria? Diria: “então me dê informações mais detalhadas e bem organizadas sobre o que o cliente deseja para esse conteúdo. Preciso de um briefing completo e de uma persona documentada”. Ainda assim, subiria para, pelo menos, 0,12 por palavra.

Bom gente, essa foi a minha situação e a solução que tomei e que tomaria para ela.

Vocês já passaram por algo assim? Contem aí nos comentários e compartilhem a solução que deram ou dariam para o problema 🙂

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2 comentários em “Quando o freela se torna um problema: o que fazer?

  1. Sim, já passei. Mas acredito que você fez o certo: cobrou o preço combinado. Hoje em dia, tomo muito cuidado antes de pegar um novo cliente e, antes de passar o preço pela primeira vez, peço um modelo de briefing. Se ele não mandar, não me comprometo!

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